É preciso força
É preciso lutar
Contra a mediocridade
Que teima em nos afectar.
-Uma gaivota voava voava-
Como ela voamos e voaremos…
Por cima de povo que outrora lutava lutava
Por causas que agora tememos…

Deixemos de lado a moralidade
O que nos prende ao falso preocupar
Passe-mos antes á verdade
É essa diz-nos que temos de lutar!

Parece que ontem foi
Que o Povo Português se revoltou
Mas desenganem-se…
Esse tempo á muito que passou…

Vamos ser a nova era
Um novo orgulho para Portugal,
Vamos fazer como outrora o povo fizera
E ser revolucionários contra o mal…!

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Este poema é dedicado especialmente ao dia da poesia, mas também a um cantor que cantou e encantou- Zeca Afonso. O verso acima que no poema contém aspas é retirado de uma canção-Gaivota- do cantor anteriormente referido, para que fosse mais fácil perceberem objectivamente o sentido do poema.



Tento lá ir banalmente,
Mas não consigo
Tento dissuadir a minha mente
Mas ela fez complô contigo!


Grito não te quero amar…
Mas acabo por desistir
Volto a tentar gritar
E chegas tu a sorrir…


Assim é impossível tentar esquecer-te
Tentar esquecer teu olhar, teu sorrir
Resta-me esperar que o destino
Me dê outro caminho a seguir…

Defino esta paixão
Como um jogo de contradissões
Ora me dás a mão
Ora quase me deixas sem pulsações


Evito cruzar-me contigo
Mas é inevitável.
Tento ver-te só como amigo,
No entanto e apesar de tudo
O meu e o teu destino parecem algo inseparável!






Queria apenas tranquilidade
Porque esperança
Essa já tenho
Esperando que um dia tudo volte a acontecer…

Queria apenas conseguir amar-te
Porque o teu amor
Esse já tenho
E espero não desaparecer…

Queria apenas sentir teus lábios
Mas senti-lo de forma especial
Porque senti-los já os sinto
Como algo especial não!

Queria apenas poder dizer-te:
-Amo-te de coração
Porque sei que era a frase
Que mais desejas ouvir de mim para ti.
Quero apenas agradecer-te
Porque o teu amor por mim
Enfrenta montes, vales, barreiras sem fim…
Por tudo isso MUITO OBRIGADO…




Adoro ir a fonte
Aquela fonte
Que eu bem sei…
Que em vista para o mar…
Nunca a partilhei,
Já lá foram mais pessoas
Mas nunca de certeza
Sentiram o que eu senti
Viram o que eu vi
E em alguns desses momentos
Juraram felicidade eterna
Ou simplesmente compreenderam
O que não tem que ser compreendido
Porque é inato…
Já lá levei pessoas
Mas nunca a partilhei
Verdadeiramente com ninguém
Porque para mim
Ela é u meu refugio
O sitio onde sinto sem medo
Mas onde sou pura e,
Mostro o meu verdadeiro eu
Que em mais ocasião alguma
Se pode mostrar
Porque não tem a liberdade
Que tem na fonte
Na fonte que outrora ia
E que presentemente vou…
Aquela que me fazia e faz ver
O que não existia
Que me fazia e faz sentir
O que só eu sinto
Que me fazia e faz ser
O que na vida normal
Não sou…
Porque não consigo
Libertar tanto a alma
Como naquele lugar
Lugar real, verdadeiro
Com espaço
Para o imaginário,
Para mim,
Para o meu ser e
Para ti
Sempre que necessitares,
-Pois não a quero só para mim -
Podes usar e abusar dela
Desde que não a danifiques
E consigas sentir nela
A paz e a liberdade
Que sempre procuras-te
Mas nunca soubeste onde encontrar…







Eu nunca irei ser tua
Alias nunca irei ser de ninguém
Eu sou apenas do mundo
Porque foi nele que começou a existência
Eu sou una
E nunca serei de ninguém
Porque antes de nascer vivia só
E só quero continuar…
É a solidão
Que me faz ter:
O prazer de estar a sós comigo
De olhar para mim
De me entender a mim
Mas sobretudo
De olhar para os outros
De maneira especial
Porque já não fazem parte
Da banalidade do dia a dia
Mas sim da minha construção interior…
Assim sou feliz…
Assim viverei…