Eterna magia…
Ou talvez um desejo profundo,
Fosse capaz de fazer mudar
O mundo, a humanidade, o ser humano!


Para quê tamanha mudança?
Para quê?
Oh delírio…
Oh podridão!


Mudava a criança
Que virá a tornar-se adulto
Mudava a esperança,
Que nem mais é, que um vulto.


Ai sofrimento,
Escura beleza
Foge-me o tempo
Perco a clareza.


Desvaneço,
Tento controlar o que nem meu é.
Mundo,
Apenas em sonhos.


Desisto,
Da visão periférica de ti,
De ti mundo,
De ti crueldade.


Encho-me então de esperança
De humildade, realeza
Pensando na humanidade
Sinónimo de degradação.


Onde estais,
Sim onde estais,
Humanidade em flor,
Humanidade de orgulho?


Procuro-te…
Mas, nem em sonhos te encontro,
Porque jamais te verei
E algum dia te senti.


Mudo a trajectória,
Contudo, o real permanece,
Os sonhos não chegam,
E o ser humano é visto a nu.


Chega então a infelicidade
Permanece o terror
Reina a injustiça
Descreve-se assim, ser humano.


E sem possibilidade de escolha
Ou mudança de definição
Constato humildemente
Que não fui, sou ou serei alguma vez ser humano.


Em mim,
Jamais existirá terror,
Injustiça não sei…
A infelicidade sempre existiu.


Infeliz, não devido a mim
Mas a toda a crueldade que me rodeia
Grito até não poder mais
Preciso de mudança!


E porque vivo,
Onde nada do que quero acontece
E temo nunca vir a acontecer
Pergunto a mim mesma:
Quem sou eu se ser humano não sou?


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2 comentários:

    Anónimo disse...

    participa em www.luso-poemas.net :)

  1. ... on 8:55 p.m.  
  2. Ricardo Carneiro disse...

    Tou a ver que tens um dom para a poesia!

    Acerca do nosso gosto comum pela MARIZA, sugiro o link http://ricardocarneiro.blogspot.com/2008_10_01_archive.html
    Vê o posta lá para o fim da página, é um 'relato' sobre um dos vários concertos de Mariza que eu assiti!

    Beijo

  3. ... on 6:10 p.m.